Nesta maravilhosa Utolândia em que vivemos, as várias pestes convivem em plena harmonia e promovem-se umas às outras
O grupo do primeiro que acha que é quem manda, continua activamente na produção de propaganda e medidas inconsequentes, talvez entretido na contemplação do ranking de infectados com a outra peste de origem vírica. Para já, conseguiu entrar nos dez primeiros.
Medidas concretas e objectivas é “complicado”… É assim como em 2012 quando também era primeiro, embora de um território mais pequeno e achava que mandava nos outros todos. Claro que para isso rodeou-se de quem era mais incompetente e diplomado. E resolveu fazer com pompa e circunstância a inauguração de uma obra que parece que era provisória. Não se percebe bem, sendo a obra provisória, para quê uma inauguração, com palco e tudo, a não ser para que os umbigos fossem bem visíveis.
O chefe, os engenheiros e outros diplomados lá fizeram o respectivo auto elogio até que chegou a vez do público. Foi então que um reformado (ai esta peste cinzenta) fez uma pequena e insignificante pergunta: onde estavam as sarjetas para escoamento das águas pluviais? Deverá desculpar-se a pergunta pois, além de velho reformado, ex trabalhador da construção civil, não tinha qualquer diploma. Não estava portanto apto a compreender os superiores desígnios de chefes, engenheiros, construtores, etc. Também não deveria ter grande prática na auto contemplação do umbigo e muito menos perceber que aquilo era uma obra provisória.
Caramba, as chuvadas também são provisórias.
No entanto, à cautela lá foram fazer umas quantas sarjetas para escoar as águas. Só que, no sapientissimo desígnio das ilustres luminárias, só as fizeram de um dos lados. Um ou dois meses depois, na sequência de uma chuvada, nasceu o rio do marquês. Coisa provisória, claro.
Para os crédulos seria expectável que o chefe, passado este tempo, pelo menos tivesse aprendido a rodear-se de pessoal que soubesse fazer coisas concretas, como por exemplo reforçar as linhas telefónicas da saúde, estabelecer critérios uniformes em hospitais e centros de saúde, arranjar uma aplicação tão simples que através do número de cidadão ou utente evitasse duplicações e ao mesmo tempo fornecesse dados correctos para que os especialistas pudessem trabalhar, não criar comissões de especialistas com os quais, três meses depois ainda não havia reunido, etc, etc.
Bom, mas há a promessa de que vamos receber milhões de vacinas para a peste. Não se sabe muito bem de onde vêm ou virão. No entanto é duvidoso que alguém que não é capaz de assegurar a vacina para a gripe seja capaz de assegurar seja o que for.
A informação, não a auto propaganda, então é um delírio. Desde os quatro números completamente díspares dados para a capacidade de testagem, ao uso mas não uso de máscara, aos actuais 40% de contágios no seio familiar, apesar de ser desconhecida a origem de mais de 80%, a existência de vários homens grávidos, doentes duplicados que umas vezes têm patologias anteriores, outras não sofrem de doença nenhuma (deve depender dos dias) e até um doente com 130 anos. Com esta precisão de dados parece que vão contratar um adivinho, ou talvez vários porque esta coisa da adivinhação é um bocado complexa e é necessário estudos credíveis.
De resto a utilização de adivinhos já vem de longe. Lembro-me agora da dificuldade /impossibilidade em recolher amostras da poluição do grande rio. Logo um dos seus seguidores afirmou que eram as algas, embora outro se inclinasse para os lagostins.
Mas pelo menos tem um exército de soldadinhos de chumbo. Um exército que deixa roubar um paiol com armas e munições, que depois haveriam de aparecer e em torno desse aparecimento criou-se um espectáculo de circo que está para durar. Claro que entretidos com esta performance artística ninguém pergunta para que serve um exército que nem é capaz de guardar o próprio paiol.
E nestes entretenimentos vamos passando o tempo e eventualmente perguntar porque raio não hei-de ir a festas se o perigo está na família? Também parece que a escola é segura embora também pareça que a peste está em ritmo galopante na população estudantil. Porém, como a escola é segura e o vírus fica à porta não há problema
No meio disto tudo a polícia Gnr, etc, lá vão fazendo o seu trabalho enquanto são recebidos à pedrada e até a tiro. Trabalho inconsequente porque verdadeiramente não há consequências para os prevaricadores.
E assim se vai promovendo a peste e o partido dos hooligans.